Depois
de anos de esforços para juntar Tommy Lee Jones, Will Smith e
Barry Sonnenfeld para a sequência de MIB - Homens de Preto,
é pouco provável que alguém pudesse desconfiar que todos esses
caros talentos seriam superados por um simples cachorrinho
falante. É o que acontece no segundo episódio da série.
Ao grudar os olhos na tela para assistir a MIB 2, cujo
tom é muito próximo do original, é possível perceber que muito
do impacto do filme tem a ver com o fator novidade.
Partindo da premissa de que o público está familiarizado com
a idéia de agentes secretos combatendo alienígenas escondidos
entre nós, o segundo MIB começa com um suposto filme de
ficção científica tão ruim, que os extraterrestres chegam em
espaçonaves nas quais os fios estão plenamente visíveis.
Em seguida, vemos um dia como outro qualquer na vida do agente
Jay (Will Smith). Ele precisa salvar os passageiros do metrô de
Manhattan dos dentes de uma serpente enorme que está devorando o
trem.
O aumento na atividade dos alienígenas sinistros foi provocado
pela chegada de Serleena (Lara Flynn Boyle), uma supercriminosa
E.T. que se transforma de planta carnívora em linda modelo de
lingerie enquanto procura um artigo que lhe dará o poder de
destruir o mundo. Ela conta com a suposta ajuda de um assistente
de duas cabeças.
A parte mais engraçada do filme envolve Jay, que é o líder
da agência - seu mentor, Kay (Tommy Lee Jones), foi aposentado -
indo para a cidade na companhia de um cão falante e sarcástico
chamado Frank.
Veterano de uma cena no filme original, no qual era um
informante valorizado por Kay por seu conhecimento das ruas, Frank
é um nova-iorquino malandro que nunca hesita em dizer o que
pensa.
Desta vez, ele não poupa comentários quando Jay se engraça
com a bela Laura (Rosario Dawson), que trabalha numa pizzaria e
viu um E.T.
Jay acaba encontrando Kay, que está trabalhando na agência
dos correios de uma cidadezinha litorânea do Massachusetts. Kay
é a única pessoa que sabe onde se encontra o objeto que Serleena
procura, mas, como foi "neuralizado" no final do
primeiro filme, perdeu a memória.
Tempo demais é gasto convencendo-o de que é inevitável
reverter o processo para que o mundo possa ser salvo, e não é fácil
injetar gás no balão cômico depois que ele começa a vazar.
Em todo caso, o filme ainda é animado pelas participações rápidas
de figuras tão díspares quanto Michael Jackson, Martha Stewart,
Oliver Stone e o próprio diretor, Barry Sonenfeld.